O movimento Direitos Já! Fórum pela Democracia vai promover, no dia 15 de setembro, às 18h, um ato presencial pelo Dia Internacional da Democracia, para marcar a data com uma iniciativa em defesa da democracia brasileira. A Vigília pela Democracia Brasileira,  terá a presença confirmada de pelo menos quatro ex-chefes de Estado ou ex-presidentes: Jose Luís Zapatero (Espanha),  Ernesto Samper (Colômbia), Ricardo Lagos (Chile) e Julio María Sanguinetti (Uruguai) e o ex-primeiro-ministro da Itália Massimo D’Alemo.

A deputada do Estado norte-americano da Georgia Park Cannon, do Partido Democrata, também deverá participar do ato em repúdio aos ataques do presidente Jair Bolsonaro à democraciaAlém deles e de outros políticos cujas participações serão anunciadas nos próximos dias, participam da vigília virtual intelectuais como Noam Chomsky e Steven Levitsky e ativistas ligados a organizações internacionais de defesa da democracia.

O Conselho Político do Direitos Já consegue reunir do PT , PDT, PSOL ao PSDB, PL, PSL, DEM e MDB, num trabalho iniciado há três anos, por isto o ato terá a presença de presidentes nacionais de partidos e lideranças partidárias, como Alessandro Molon (PSB), Antonio Neto (PDT), Fábio Trad (PSD), Fernanda Melchionna (PSOL), Gleisi Hoffman (PT), Igor Soares (Podemos), José Anibal (PSDB), José Luiz Penna, (PV) Júnior Bozzella (PSL), Luciana Santos (PC do B), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Marcelo Ramos (PL), Roberto Freire (Cidadania) e Simone Tebet (MDB).

A iniciativa segue nos dias 18 e 19/9, com o II Ato Internacional do Direitos Já!, quando uma vigília democrática trará depoimentos de artistas, jornalistas, personalidades estrangeiras, políticos, religiosos, representantes de entidades LGBTQIA+, populaçaõ negra e indígena, entre outros, com a mesma pauta do dia 15. O Conselho Nacional de Saúde (CNS) participará da atividade virtual, com presença online de conselheiros e conselheiras, além do presidente do CNS, Fernando Pigatto.

O organizador do Direitos Já, o sociólogo Fernando Guimarães, confirma ainda a participação de dirigentes e mandatários de 18 partidos na programação que se estenderá pelos dias 18 e 19, além de diversas entidades sindicais, movimentos sociais, artistas, intelectuais e formadores de opinião brasileiros, que se revezarão nas falas e performances com os convidados internacionais.

Entre os artistas brasileiros confirmaram a presença Marieta Severo, Gilberto Gil, Chico Cesar, Zeca Baleiro e outros.

A vigília será lançada oficialmente nesta quarta-feira, dia 15, que a ONU estabeleceu como Dia Internacional da Democracia.

Por isso, acredita Guimarães, terá na programação que vem preparando para se opor a Bolsonaro capilaridade e alcance maiores que os das manifestações do último fim de semana, que foram cercadas de controvérsia pelo fato de serem organizadas pelo MBL e pelo Vem pra Rua, que chegaram a apoiar a eleição de Bolsonaro e seu governo por algum tempo.

O ato mais ambicioso que vem sendo gestado pela organização é um protesto de rua para tentar reunir no mesmo palanque “de Lula a Fernando Henrique Cardoso”. Virou clichê evocar as “Diretas Já” como modelo para esses atos, num momento em que mal se consegue chegar a um mote de consenso, mas ele acredita que alguns cuidados que estão sendo tomados podem fazer esse ato se aproximar da representativade que tiveram aquelas manifestações em 1984.

Ele menciona desde a maior representatividade de mulheres e negros, indígenas, movimentos LGBTQIA+ na organização e convocação da manifestação até fatores simbólicos, como o uso de um grande palanque a abrigar representantes de todos os partidos, e não caminhões de som deste ou daquele movimento.

A data também está sendo debatida. A tendência é que fique para novembro, quando a pandemia, esperam os organizadores, estará mais controlada, a vacinação completa e a possibilidade de comparecimento de políticos mais velhos, como os ex-presidentes, será maior. Ainda que não possam estar fisicamente presentes, Guimarães trabalha para que todos participem ao menos em vídeo do ato.

Com informações do jornal O Globo e Agência Senado