Defensora da universalização da saúde, ativista revela que 30 mil pessoas morrem por ano nas Terras do Tio Sam por falta de atendimento médico. Ela lidera também movimento de cidadãos para acabar com poder do dólar nas eleições, que levou à eleição da deputada latina Alexandria Ocasio-Cortez (AOC), que derrotou o candidato de Wall Street e ficou com a vaga do 14º distrito de Nova York.

 

 

Renato Dias

 Trinta mil pessoas morrem por ano, nos Estados Unidos das Américas, os EUA, por falta de a­tendimento médico. Trata-se do país com o maior PIB do Planeta Terra. Da economia glo­ba­li­zada. Do sistema mundial capitalista de poder. O PIB é o Produto Interno Bruto. A soma de to­das as riquezas produzidas na e pela nação: nos EUA o PIB corresponde a 17 trilhões de dólares.No Brasil, US$ 1 trilhão.

A informação sobre a saúde norte-americana, não é divulgada pelos grandes conglomerados de comunicação e monopólios de mídia. Ela é re­velada pela ativista democrata dos EUA, Amy Vilela. A norte-americana é a estrela de exi­bição de um filme-documentário e de uma conferência, na noite de segunda-feira, 19 de agosto de 2019,na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.  O evento, realizado no Auditório Costa Lima, teve início a partir de 18h30. Com entrada franca. A palestra foi  organização pelo deputado estadual ’ Karlos Cabral (PDT).

‘Virando a mesa do poder’. Está sendo exibido pela Netflix.

 

Direitos sociais

É o título do documentário. Da líder por direitos econômicos, sociais, culturais e por igualdade de gênero, raças nos EUA, nas Terras do Tio Sam. Amy Vilela é uma figura protagonista dos mo­vimentos progressistas, de esquerda, do País. Os EUA são comandados por Donald Trump, um presidente da República, republicano ortodoxo, belicista, misógico, racista, xenófobo, homofóbico e ultra­li­be­ral. Trump, hoje em guerra comercial com a China, periga não se dar bem na sua reeleição, em 2020.

Quatro mulheres contra o establishment

O filme conta a história das mulheres que organizaram o a eleição de Alexandria Ocasio-Cortez, uma descendente de latinos formada em relações internacionais que foi trabalhar como garçonete para ajudar a família após a morte do pai. Membro da organização Democratic Socialists of America (DSA) e vinda de uma família da classe trabalhadora, ela pegou de surpresa os americanos ao vencer nas eleições primárias a disputa contra Joe Crowley, democrata que há quase quinze anos ocupava o posto depois conquistado por AOC. O motivo: a campanha dele aceitava doações de grandes empresas — e a dela batia de porta em porta para conhecer o cotidiano dos moradores daquele distrito. Ocasio-Cortez derrotou Crowley levando 57% dos votos (quase 16 mil nova-iorquinos), enquanto o adversário ficou com 42.5%.

Fazendo politica sem o dinheiro de Wall Street, OAC (abreviatura de Alexandria Ocasio-Cortez) foi eleita deputada pelo 14º distrito de Nova York, uma área da cidade que abrange porções do Queens e Bronx.

O establishment — empresas que apoiam candidatos com doações, imprensa tradicional e macacos-velhos do Partido Democrata — nem sequer percebeu o furacão passar do lado de fora da janela. Nas eleições gerais, AOC venceu o republicano Anthony Pappas com 78% dos votos (mais de 110 mil votos); Pappas teve 14% (18 mil).

A trajetória de AOC do balcão de bar ao Congresso é retratada em “Virando a Mesa do Poder” (“Knock Down the House”, 2019), documentário dirigido por Rachel Lears disponível na Netflix desde a última quarta-feira (1), o Dia do Trabalho. Exibido no Festival de Sundance em janeiro deste ano, o longa-metragem venceu o prêmio da audiência.

Embora seja a mais popular, AOC é apenas uma das quatro democratas progressistas que surpreenderam nas eleições primárias de 2018. Amy Vilela, Paula Jean Swearengin e Cori Bush, disputando por Nevada, Virginia Ocidental e Missouri, respectivamente, perderam — mas deram sinais de que acentuar a curva à esquerda talvez seja a estratégia mais efetiva para emplacar vitórias progressistas em um cenário em que Donald Trump é presidente. Mas, menos simplista do que a dicotomia entre vilões e heróis, vencedores e derrotados, é importante entender como o dinheiro influencia a vitória ou a derrota de um candidato. E, enfim, vale a pergunta: isso é democracia, se o dinheiro elege seus representantes?

Embora seja a mais popular, AOC é apenas uma das quatro democratas progressistas que surpreenderam nas eleições primárias de 2018. Amy VilelaPaula Jean Swearengin e Cori Bush, disputando por Nevada, Virginia Ocidental e Missouri, respectivamente, perderam — mas deram sinais de que acentuar a curva à esquerda talvez seja a estratégia mais efetiva para emplacar vitórias progressistas em um cenário em que Donald Trump é presidente. Mas, menos simplista do que a dicotomia entre vilões e heróis, vencedores e derrotados, é importante entender como o dinheiro influencia a vitória ou a derrota de um candidato. E, enfim, vale a pergunta: isso é democracia, se o dinheiro elege seus representantes?

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