Tércio Tomás abriu o bico e cantou para os homens de preto.

Do ESTADÃO:

A Polícia Federal ouviu, na semana passada, o assessor especial da Presidência da República Tércio Arnaud Tomaz. Ele prestou depoimento no inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos.

Apontado como um dos integrantes do chamado ‘gabinete do ódio‘, grupo de assessores do Palácio do Planalto comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), Tomaz foi descoberto justamente pelo ‘filho 02’ do presidente. O trabalho na página ‘Bolsonaro Opressor’, criada quando Bolsonaro ainda era deputado federal para promover a atuação do então parlamentar, chamou atenção do clã e abriu caminho para o cargo no Planalto após a vitória bolsonarista na eleição de 2018.

Ele foi intimado pela PF depois que seu nome apareceu na investigação feita por especialistas do Digital Forensic Research Lab (DRFLab), grupo ligado ao Atlantic Council, instituição que realiza análise independente de dados do Facebook. O relatório da DRFLab apontou que Tercio administrava páginas e contas com conteúdo de ataques a adversários políticos do governo, em muitos casos com conteúdo considerado ‘enganoso’ e que mistura ‘meias-verdades para chegar a conclusões falsas’.

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