Retirada dos alimentos nas unidades escolares é por agendamento e as entregas respeitam os protocolos de prevenção à Covid-19

A Escola Municipal de Educação Integral (EMEI) Retiro do Bosque, unidade educacional que fica na região leste da cidade, foi palco oficial da distribuição dos kits de alimentos para as famílias dos alunos matriculados em escolas, CMEIs e entidades conveniadas com a Rede Municipal de Ensino (RME) de Aparecida. As entregas tiveram início nesta segunda-feira, 12. A solenidade, que obedeceu todos os protocolos exigidos pelos organismos de Saúde, contou com a presença do titular da pasta da Secretaria Municipal de Educação (SME), professor Divino Gustavo, do deputado federal, Professor Alcides Ribeiro, além dos vereadores Roberto Chaveiro, Valéria Pettersen, Orlanes Maranhão e Marcos Miranda.

Os kits serão distribuídas em todas as unidades educacionais vinculadas à SME, de acordo com a divulgação de cada unidade para a sua respectiva comunidade escolar, seguindo agendamento prévio e respeitando as regras previstas em tempos de pandemia. O benefício deve contribuir com a alimentação de mais de 46 mil alunos matriculados na rede e, sob a orientação da Coordenadoria de Alimentação Escolar, foram compradas pelas próprias unidades educacionais com os recursos do PNAE repassados pelo Ministério da Educação.

A ação desta primeira etapa, conforme informações da Coordenadoria de Alimentação Escolar da SME, envolve o montante de mais de 1,7 milhão de reais repassados do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Este valor foi acumulado pelos repasses referentes aos meses de fevereiro, março e abril destinados à alimentação dos alunos”, explicou o coordenador de Alimentação Escolar, Waner Nascimento.

A entrega dos alimentos é bastante aguardada pelos pais e responsáveis pelas crianças matriculadas na rede. É o que destacou, por exemplo, Nhorton Chapadense Pereira, 54, professor, que é pai de quatro crianças matriculadas na unidade escolar EMEI Retiro do Bosque, unidade educacional que atende, ao todo, 440 crianças de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

O pai e professor explica que a “ação promovida pela Secretaria de Educação, ao fornecer as cestas de alimento por meio das unidades escolares, contribui significativamente com o orçamento doméstico das famílias”, pontuou ele que completa: “Com a entrega das cestas, a Secretaria está ajudando principalmente as famílias que estão mais carentes neste momento de crise. Dando aos mais necessitados um pouco mais de tranquilidade financeira”, frisou.

No ato de lançamento da entrega dos alimentos no EMEI Retiro do Bosque,  o secretário de Educação, professor Divino Gustavo, explicou que as cestas de alimentos podem variar de uma unidade educacional para outra e lembrou que os valores repassados pelo Governo Federal para o Programa de Alimentação Escolar é de 36 centavos/dia por aluno de escolas de tempo parcial (matutino ou vespertino) e de R$ 1,07/dia para alunos de EMEIs e CMEIs.

O secretário falou ainda das estratégias adotadas para fazer com que as cestas cheguem às mãos das famílias, destacando principalmente os cuidados com o cumprimento dos protocolos sanitários para evitar riscos de contaminação pelo coronavírus. Ressaltando a importância da entrega do benefício, em razão do impacto financeiro que a pandemia vem causando na vida das famílias, afirmou que todas as famílias que possuem alunos matriculados na RME receberão o seu kit de alimento.

“Para a Secretaria de Educação é uma satisfação poder contribuir num momento como este que estamos vivendo, momento tão difícil vivido pelas nossas famílias aparecidenses”, observou o secretário de Educação de Aparecida, professor Divino.

Presente à solenidade, o deputado federal, Professor Alcides Ribeiro, que é membro da Comissão de Educação na Câmara Federal, na oportunidade, falou sobre o valor destinado pelo Governo Federal, via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Reconheceu que a quantia é irrisória e garantiu que no dia 29 deste mês apresentará requerimento solicitando que este valor seja dobrado, passando, portanto, a ser de R$ 0,72 para as escolas de meio período e de R$ 2,14, para as instituições de tempo integral. “O aumento será de cem por cento. Não vai resolver o problema, mas vai ajudar muito, porque sabemos que 36 centavos é um valor insignificante que atualmente não dá nem para comprar um pão”, avaliou o deputado.

Composição – Apesar das cestas sofrerem variações de uma unidade escolar para outra, a SME recomendou um padrão mínimo para os kits de alimentos oferecidos pelas escolas de tempo parcial, que deverão conter, no mínimo, dois quilos de arroz, um quilo de feijão, um quilo de macarrão, um extrato de tomate 340 gramas e um litro de leite. Já no caso das EMEIs e dos CMEIs, onde o aluno, em tempos de aulas presenciais, frequentariam o dia inteiro, os kits devem conter, no mínimo, cinco quilos de arroz, um quilo de feijão, um quilo de macarrão, três litros de leite, além do extrato de tomate 340 gramas.