Acompanhado dos presidentes da AGM e FGM, prefeito Gustavo Mendanha se reúne com secretária da Fazenda, Cristiane Schmidt e diz que atraso no repasse do dinheiro pelo governo do Estado pode prejudicar população aparecidense.

Acompanhado dos presidentes da Associação Goiana dos Municípios (AGM), Paulinho Rezende (DEM) e do presidente da Federação Goiana dos Municípios (FPM), Haroldo Naves (MDB) o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendes (MDB) teve audiência com a secretária de Estado da Fazenda, Cristiane Schmidt para cobrar o repasse pelo governo de Goiás dos recursos destinados à saúde da população aparecidense. O diálogo também foi acompanhado pelo prefeito de Vianópolis, Issy Quinan (PSDB).

Gustavo Mendanha revela que em 2018, foram aplicados mais de R$ 322 milhões de reais na rede municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia. Desse total, cerca de 128 milhões saíram do cofre público municipal. O valor corresponde a 21% de toda a receita da Prefeitura, bem acima dos 15% que são estipulados pela Lei.

“O motivo da cobrança é justo porque nesta semana o Governo de Goiás anunciou novo repasse de recursos aos municípios, destinado à área da Saúde. Contudo, Aparecida de Goiânia não foi contemplada. O déficit com a cidade soma um total de R$ 10.725.490,32”, informa Gustavo Mendanha.

Segundo Gustavo Mendanha, Aparecida tem assumido muitos compromissos que são legalmente deveres estaduais. “Nós temos ciência de que as contas públicas de Goiás não estão positivas, mas os municípios também enfrentam dificuldades e precisam da contrapartida estadual. Na área da Saúde, estamos aguardando os repasses que estão em atraso há mais de 12 meses, para que possamos continuar avançando nessa área”, pontuou.

AGM e FGM se unem na cobrança
Paulo Sérgio (AGM), que é prefeito da vizinha Hidrolândia diz que os prefeitos não têm condições de bancar esta conta sozinhos.

“As áreas de Educação e Saúde são as mais sobrecarregadas com a falta de recursos para custeio e que os prefeitos têm buscado todo o tipo de diálogo e estratégias para evitar o caos generalizado”, relatou o presidente da AGM à secretária da Fazenda.

Prefeito de Campos Verdes, no Norte de Goiás, o presidente da FGM, Haroldo Naves salientou a importância do governo do Estado realizar políticas públicas de qualidade e em parceria com os municípios.

Já Issy Quinan, que comanda um dos municípios mais prósperos do Estado, cobrou também investimentos e repasses ao Fundo de Participação e Fomento à Industrialização do Estado de Goiás. Ao final, o grupo acordou que um novo encontro deve ser realizado em breve, para discutir alternativas à situação entre governo estadual e municípios.

Sefaz
Cristiane Schmidt ouviu as reclamações dos prefeitos e disse que compartilha as preocupações mas que alegou que a situação fiscal do governo estadual está caótica. “Nós queremos realizar todos os repasses previstos na Constituição Federal, mas até o fim deste ano estamos enfrentando uma situação de calamidade financeira. O Governo está empenhado em buscar alternativas viáveis e benéficas para os municípios”, relatou. A secretária da Fazenda propôs negociações que prezem pela cooperação e parceria entre os entes federados.(Com informações da Secom).