Menos de 24 horas após ser pressionado pelos governadores sobre um plano nacional de vacinação contra a Covid-19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira (10), em entrevista à Rádio Jovem Pan, que a pasta trabalha com a meta de vacinar toda a população brasileira no próximo ano. “2021”, disse o ministro sobre o prazo fixado pelo governo federal para que toda população brasileira esteja vacinada. O Instituto Butantan anunciou que já iniciou a produção da Coronavac, vacina desenvolvida pela China.

Rede Brasil Atual – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quinta-feira (10), a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a covid-19. O órgão estabeleceu regras para que empresas solicitem a autorização e a decisão favorável foi unânime entre os diretores.

A medida, agora, permite que empresas possam fazer esse pedido de emergência. A diretora da Anvisa Alessandra Bastos Soares explica que a autorização de uso emergencial é um mecanismo que pode facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra a covid-19. “Ainda que não tenham sido avaliadas sob o crivo do registro, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia”, disse na reunião.

Entretanto, a Anvisa ainda não recebeu nenhum pedido de uso emergencial da vacina contra covid-19, nem pedido de registro. Alessandra ainda reforçou que esse pedido deve ser feito pela empresa. “Qualquer autorização concedida pela Anvisa, qualquer anuência, só será feita diante de um pleito. A vacina só terá autorização de uso emergencial e experimental se houver o pleito realizado por alguma empresa.”

Já o ministro Eduardo Pazuello disse o governo também irá adquirir o imunizante  CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, caso ela esteja registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tenha um preço acessível.

“Nós nunca deixamos de fazer conversas bilaterais e acompanhamento com o Butantan”, ressaltou o ministro. “Sim, em português claríssimo, sim, vamos comprar as vacinas, caso sejam registradas e comprovadas com o preço dentro da lógica correta”, emendou Pazuello.

Butantan inicia produção

O Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo, iniciou a produção da CoronaVac, candidata a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac, e terá capacidade de 1 milhão de doses diárias do potencial imunizante, disse o governador paulista, João Doria (PSDB).

Em entrevista coletiva na sede do instituto, Doria disse que a produção será feita com base em insumos recebidos pelo Butantan à Sinovac.

Doria, que nesta semana disse que a vacinação começará no Estado em 25 de janeiro, embora a candidata da vacina ainda não tenha sequer pedido de uso emergencial apresentado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), afirmou que, além de São Paulo, outros 11 Estados e mais 912 municípios entraram em contato com o Butantan com a intenção de adquirir a CoronaVac.