André Soares é formado em Economia, Análise de Sistema,  Jornalismo e Marketing. Autor do livro “7 – A Última Chance”, que conta uma histórias surpreendente de coragem, superação e vitória do personagem Sidnei Paixão Antunes, uma verdadeira lição de vida. A partir desta segunda-feira ele passa a escrever semanalmente no Onze de Maio contando suas experiências e vivências. Boa Leitura:

A mudança é agora, por André Soares Santos

Sempre escuto as pessoas falarem que devemos ser humanistas, mais humanos, valorizar a humanidade, que somos todos humanos. Mas lá no fundo você realmente sabe o que é ser um ser humano de verdade?

Vivemos num mundo, onde todos os seres vivos que vivem na natureza, são inteligentes. A única diferença existente, é a cognitiva entre os seres vivos, a forma que cada um adquire o seu conhecimento através de processos. Mesmo com a menor capacidade cognitiva que tenha um animal, ele sabe que diante a uma situação perigosa, ele busca se proteger. Busca um lugar seguro, para ficar acuado até que o perigo iminente passe. Normalmente, o lugar preferido, é    a sua casa, esperando o perigo passar e assim voltar a viver a sua vida.

Nós que somos humanos, vivemos dessa forma?

Quando estamos diante, ao perigo iminente como nos comportamos?

Muitas das vezes, podemos usar a estratégia do animal acuado, de ficar em casa esperando o perigo passar e continuar a minha vida, até o próximo perigo chegar. Ou entrar em ação, usar a melhor estratégia e vencer o perigo iminente e assim se fortalecer cada vez mais e fazer com que a minha vida, seja totalmente diferente.

A grande questão é, como entrar em ação em tempos difíceis dentro de casa? Dentro da nossa fortaleça, que nos protege do perigo que esta ao nosso redor.

Nesse momento precisamos usar a nossa cognitiva para escolher entre importante e o mais importante. O de valor e o demais valor. E entre a vida e a morte. O objetivo dos desafios e do perigo que surgem é para tirar o nosso equilibrio e até cheganbdo ao ponto de tirar a nossa vida, assim, nós como seres humanos lutamos para poder impedir que essas situações ocorram.

Uma coisa que não podemos esquecer, é que quando entramos numa batalha, sempre vai ter vencedores e derrotados. Que o perigo da tragédia convive diariamente comigo, mas também  sei que a vitória, terá um gosto maior. Uma satisfação de ter realizado, de ter vencido o perigo, de ter ganhado a batalha.

Muitas das vezes, não sabemos se estamos dentro ou não de uma batalha. Justamente porque ninguém vai ficar dizendo isso para você. A sua cognitiva, precisa entender onde você esta, o    que você esta fazendo e onde quer chegar.

Hoje estamos vivendo uma batalha pela vida. Estamos enfrentando um inimigo invisível que destrói sem piedade, pelo prazer de abater cada ser humano que ele encontra. Essa batalha  que estamos enfrentando é contra o COVID 19. Sabemos o seu nome, sabemos como ele se propaga, mas não podemos vê-lo.

Estamos no lugar mais seguro que temos, que é o nosso lar. Onde dentro dele, o COVID 19,  ainda não conseguiu penetrar, a não ser que eu abra as portas e permita a sua entrada, atrás das minhas dúvidas e inseguranças.

O COVID 19 tem um grande aliado nessa batalha, que são as nossas incertezas. Não sabemos por onde ir, para onde ir e sem contar que não paramos de escutar: não deixem a economia morrer, vão as compras, vão trabalhar, deixem seus filhos irem as escolas, protejam seus entes queridos, vivam a sua vida normalmente que nada de mais grave irá acontecer. O importante agora é não ficar em casa. Faça a economia girar.

Agora lá no fundo, dentro do seu lar, você não sabe por onde ir ou para onde ir?

O que fazer?

A Batalha que vivemos é contra o COVID 19, um vírus que não tem medo de avançar e destruir tudo que construimos. Mas isso é o que sabemos, pois a grande batalha que precisamos  enfrentar e entender, esta dentro de mim. Dentro do ser humano.

O COVID 19 é tão inteligente, que ele descobriu que através da conexão humana, beijo, abraço, aperto de mão, ele se prolifera e assim atingiu o mundo todo. Ele isolou as pessoas e começou a assombrar aqueles que sempre tiveram dúvidas, medos, inseguranças e incertezas de como poderia viver a sua vida.

Nesse momento que estamos em casa, protegidos, esperando o perigo passar, não podemos só esperar que as coisas mudem lá fora, pois vão mudar sim, mas agora a grande, a real e a verdadeira mudança, precisa acontecer dentro de mim. Senão vou continuar a mesma pessoa, que fica culpando os outros pelo meu fracasso.

O COVID 19 realmente tira a nossa vida, levando a morte sim. Mas também é uma grande lição de vida. Ele mostra o quanto sou escravo dos bons costumes que envolve o nosso sistema de vida familiar, organizacional e social. O quanto venho fazendo as mesmas coisas sempre e sempre. Agora que preciso me proteger e ficar em casa, não consigo, pois a muito tempo, perdi a capacidade de me relacionar com a minha própria vida.

Diante a tudo isso, eu sou um ser humano, cognitivo, inteligente, capaz, forte, vencedor e com a capacidade incrível de mudar. Renascemos das cinza sempre, pois temos condições de fazer isso.

O COVID 19 existe sim e mostrou ao mundo o seu poder de devastação.

Só que nessa batalha, o ser humano sou eu. Por isso vou distribuir inteligência, vou produzir soluções, vou levar esperança e vou levar amor para todos aqueles que estão na dúvida se são humanos ou um animal que fica acuado, apenas esperando o perigo passar e assim voltar a  viver a sua “vidinha.”

Da falência eu consigo me recuperar, mas da morte não. Que ser humano eu sou?

André Soares
Coach |Escritor

André Soares Santos, formado em Economia, Análise de Sistema, Jornalismo e Marketing. Atualmente, atua no grupo André Soares Coach como CEO, realiza palestras motivacionais, é Life Coach, focado no encorajamento, motivação e amor pela VIDA. Ensina técnicas que facilitam o aprendizado, tornando o indivíduo mais resiliente, com maior bem estar no trabalho, menor suscetibilidade á depressão e maior adaptação às mudanças que a vida nos proporciona.

andresoares.antar[email protected] instagram: @andresoares_coach