Uma verdadeira torre de babel se transformou o processo de vacinação no Brasil, contra a covid 19. Faltam vacinas, falta de uma politica nacional  definida pelo ministério da saúde, sobram o medo, a corrupção, desespero.

por André Marques, do Jornal Argumento

O processo de vacinação contra a covid 19 no Brasil ainda não chegou a 4% da população alvo,  enquanto outros países já atingiram a 70% da população na primeira fase e já começaram a segunda aplicação da dose.

Por incompetência e negacionismo, o ministério da saúde, ocupado por um general biônico, facultou aos municípios escolher  os grupos que seriam vacinados na primeira fase; no entanto vários estados e municípios suspenderam a vacinação porque as doses recebidas são insuficientes. Pior saber que não há certeza de que quem recebeu a primeira dose conseguira tomar a segunda.

Vale lembrar que em setembro de 2020, quando acreditavam que a epidemia estava diminuindo, o ministério da saúde recusou a compra de 70 milhões de doses da empresa Pfiser. Também condenou e recusou a compra de vacinas de ao menos mais três laboratórios e, com muita dificuldade, aceitou duas marcas.

Outros países compravam vacinas de 5 laboratórios diferentes, exemplo a Argentina, e estão muito além da nossa realidade. E se já não bastasse a falta de vacinas, falta um cronograma ou uma politica de aplicação. Em alguns municípios profissionais de linha de frente estão sendo vacinados e em seguida pessoas com mais de 90 anos. Já em outros municípios, incluíram funcionários administrativos, profissionais que não tem contato com a doença e por ai vai.

O Ministro Biônico, pela terceira vez, anuncia a chegada de novas doses das vacinas e também uma lista de recomendação de quem deve receber as vacinas. Totalmente perdido, o ministério fala em março, abril, maio, junho e julho a chegada de doses suficientes para a vacinação do grupo alvo. Mas não afirma com certeza quando teremos estas vacinas.

O Ministério da saúde recusou a compra das 70 milhões de doses das vacinas da Pfser, por constar no contrato que o laboratório não teria responsabilidade sobre efeitos colaterais. Um erro sem precedentes. Hoje até um analgésico vem com uma bula que mais parece uma bíblia onde são listados efeitos colaterais, até os que nunca existiram, em uma forma de preservar o laboratório de ações de indenizações. E esta mesma forma de venda foi feita para outros países.

Enquanto não temos vacinas, temos um aumento recorde no aumento de contaminação da covid 19, principalmente na segunda variante, que já colocou o sistema de saúde de vários estados em colapso e a tendência, segundo dizem infectologistas, é que estamos apenas no começo da segunda variante.

Sem conseguir vacinar ou tratar os contaminados pela doença, uma legião de pessoas que não chegaram aos 80 anos mas tem um quadro gigantesco de pessoas que estão na fase dos 50 e 60 anos que não suportariam a contaminação e morreriam rapidamente pela gravidade do estado de saúde. Este grupo, segundo os cronogramas só serão imunizados no fim do ano, isto na melhor das hipóteses. São pessoas cardiopatas, com   aneurisma, câncer e outras doenças que não dão a menor chance de colaboração do organismo para uma reação ao contagio. Estudos mostram que só conseguiremos imunizar toda a população em 2024.

Enquanto isto, cria-se uma crise política, fiscal e de negação. Quando na verdade a única coisa que o brasileiro quer é:  Vacina, para quem precisa. Vacina para quem precisa de vacina!

 

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