Surgiu sinal de alerta às trapalhadas do governo Bolsonaro na economia. A gigante de alimentos Cargill manifesta preocupação com as críticas de bolsonaristas à China, enquanto fundos de investimentos europeus ameaçam desinvestir no Brasil se o governo não parar o desmatamento e as queimadas na Amazônia.

O New York Times (NYT) trouxe na última quarta-feira (17) matéria que mostra a Cargill preocupada com ‘insultos’ do governo brasileiro ao seu principal parceiro comercial, a China. Insultos de funcionários do governo brasileiro voltados para a China, principal destino das exportações do agronegócio e minérios brasileiros, são prejudiciais aos interesses comerciais do Brasil e “nem muito inteligentes”, disse quarta-feira o diretor executivo das operações locais da Cargill.

O filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em março acusou a China de espalhar o novo coronavírus para outros países, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o recém demitido ministrod a Educação, sugeriu em abril que a doença ajudaria a China a “dominar o mundo” em um post no Twitter que zombava do sotaque chinês.

A Cargill é a maior exportadora de soja do Brasil e tem suas razões para ficar assombada. ( A matéria completa no The New York Times, EUA está disponível no link:  nyti.ms/37DvDIc

 

Reação contra desmatamento

Já a agência Reuters mostrou reação de empresários e fundos de investimentos europeus contra a devastação da Amazônia.

Sete grandes empresas de investimento europeias disseram à Reuters que desinvestirão em produtores de carne, operadoras de grãos e até em títulos do governo do Brasil se não virem progresso rumo a uma solução para a destruição crescente da Floresta Amazônica.

As ameaças cada vez maiores de investidores com mais de 2 trilhões de dólares em ativos administrados, como o finlandês Nordea e a britânica Legal & General Investment Management (LGIM), mostram como o setor privado está adotando ações globais para proteger a maior floresta tropical do mundo.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, dá de ombros para a pressão diplomática a respeito da questão.

O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu uma máxima de 11 anos em 2019, o primeiro ano de Bolsonaro no cargo, e aumentou outros 34% nos cinco primeiros meses de 2020, de acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O presidente afrouxou as proteções ambientais e pediu mais mineração e agricultura na região amazônica.

A matéria completa da Reuters está disponível no link:

https://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN23Q21U-OBRTP