Mortes foram registradas nos Estados do Sul nos últimos três meses e foram causadas pelos pesticidas liberados pelo governo Bolsonaro.

Meio bilhão de abelhas morreram em apenas três meses no Brasil, causando preocupação sobre o uso de pesticidas, informa a matéria de Chiara Giordano, no diário britânico Independent.

Cerca de 500 milhões de abelhas morreram nos estados sulistas do Brasil nos três primeiros meses deste ano, de acordo com a Bloomberg.

A maioria dos insetos tinha traços dos inseticidas contendo neocotinóides e fipronil, que são banidos na Europa.

Pesquisadores temem que a culpa seja de pesticidas usados na agricultura e que eles poderiam afetar um número maior de abelhas.

Aldo Machado dos Santos, vice-presidente da Associação de Apicultores do Rio Grande do Sul ,perdeu dezenas de milhares de suas abelhas 48 horas depois dos primeiros insetos aparecerem com sinais de doença.

Ele disse à Bloomberg que elas morreram “em massa” durante dois dias, depois que as abelhas saudáveis foram “contaminadas” pelas que morriam nas colmeias.

Carlos Alberto Bastos, presidente da Associação Apiculturista do Distrito Federal, disse que a morte de tantas abelhas “é sinal de que foram envenenadas”, segundo a Bloomberg.

De acordo com a Organização de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO), o Brasil aumentou o uso de pesticidas em 770% entre 1990 e 2016.

Uma investigação do Greenpeace no início deste ano descobriu que aumentou o número de pesticidas aprovados sob o ex-presidente Michel Temer e o atual presidente, Jair Bolsonaro, que assumiu em janeiro.

Porém, o Ministério da Agricultura diz que o Brasil é o quadragésimo quarto usuário de agrotóxicos por hectare no mundo, sublinhando que se trata de um país tropical.

Segundo o Greenpeace, 193 agrotóxicos e matadores de ervas daninhas contendo químicos banidos na União Europeia foram registrados no Brasil nos últimos três anos.

Pesquisadores já advertiram que os pesticidas estão causando um declínio “alarmante” no mundo dos insetos.

De acordo com um estudo publicado pela publicação Biological Conservation, mais de 40% das espécies de insetos correm risco de extinção em décadas a não ser que haja uma reforma do agronegócio.

Tradução: Viomundo

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