Professor de Economia da UEG, Ângelo Cavalcante analise a perda de protagonismo do governo que mal iniciou e o seu impacto entre os apoiadores.

A timidez dos bolsonaristas

Ângelo Cavalcante

Os militantes do bolsonarismo já estão entre os mais acanhados e tímidos espécimes da larga fauna política brasileira.

É gente de natureza tipo a do avestruz; socam a cabeça na terra e estranhamente, deixam enorme e vistosa cauda à mostra.

Os sinais são vastos, largos e evidentes.

Aquele orgulho impetuoso, não raro agressivo, virou insignificante humor ácido e pelo menos, piegas; aquela carga de convicção que mobilizava bandos em restaurantes, bares ou aeroportos se converteu no máximo, em ‘meme’ tardio e repetitivo de rede social.

Recordam dos assédios públicos que a canalha protofascista enredava contra líderes ou parlamentares da esquerda ou do PT? Então… Virou cerimônia, discrição e acoelhamento.

Dois meses depois da vexatória posse de Bolsonaro e que resiste com miúdos e impressionantes 38% de aprovação pública, por sinal, o menor índice de aceitação dentre todos os presidentes em começo de mandato desde a retomada democrática de 1985, bolsonaristas vêem-se sem discurso, sem capacidade de intervenção política e o pior, sem qualquer pauta de real interesse para o povo brasileiro.

Os “tímidos” continuam… Não se sabe até onde e quando! Espera-se sinceramente, que por bem pouco tempo.

Ângelo Cavalcante – Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Itumbiara.