Veja lista de produtos para leitura, da produção fonográfica e indústria de cinema para curtir durante a longa viagem da quarentena provocada pela Pandemia de  Covid 19.

 

Texto final: Renato Dias

Edição: Marcus Vinícius Beck

Liev Tostoi, escritor russo, nascido em 9 de setembro de 1828, e que morreu em 20 de novembro de 1910, sob o czarismo, do Clã Romanov, autor de ‘Guerra e Paz’, ‘Anna Karenina’, ‘Crônicas de Sebastopol’, é o que sugere, como dica de leitura, para a quarentena, no Brasil, o doutor do Departamento de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense [UFF], Daniel Aarão Reis Filho [RJ]. Em tempos sombrios do tresloucado Jair Messias Bolsonaro, capitão reformado, como inquilino do Palácio da Alvorada. Mais: de confinamento e isolamento social em virtude do Coronavírus Covid 19. Fiódor Dostoiévski é a segunda opção. Ele nasceu em Moscou, dia 11 de novembro de 1821, e morreu em 9 de fevereiro de 1881. O seu legado é composto de obras universais como ‘Recordações da Casa dos Mortos’, ‘Crime e Castigo’ e ‘Os Irmãos Karamazov’. Além da Bíblica. Não custa lembrar: o historiador é ateu.

Prêmio Jabuti, ex-presidente da União Brasileira dos Escritores [UBE], seção de Goiás, ex-secretário de Estado da Cultura, o maior escritor do Centro-Oeste na atualidade, Edival Lourenço recomenda, em um cenário punk de isolamento social, com a pandemia, a explosão de contaminação pelo Coronavírus Covid 19, o livro ‘Pequeno Tratado das Grandes Virtudes’, de autoria de André  Comte-Sponville, Editora Martins Fontes, com apenas 392 páginas. Um compêndio de filosofia, define – o. Ideal em dias de recolhimento, sublinha. Para reflexão, registra. Escritor, poeta e cronista de ‘O Popular’, afirma que o filme, disponível na Netflix, ‘O Poço’, do diretor Galder Gaztelu-Urrutia, é um mix de suspense, terror e ficção. Vale a pena, dispara. Artista plástico da vanguarda estética, no Estado de Goiás, Nonato Coelho ocupa o tempo com a produção de enorme quadro. Múltiplas cores. Em uma produtividade total.

‘Decameron’, clássico da literatura universal, de Giovanni Boccaccio, com homens e mulheres em fuga da peste negra, que se refugiam em uma propriedade rural, aponta, para a passagem dos dias de quarentena, o historiador Clayton de Souza Avelar, de Brasília, a capital da República. Filme? O líder de esquerda manda a sua sugestão. “Pier Paolo Pasolini, em tempos de Benito Mussolini, fascista no poder, em Roma,  levou Decameron às telas de cinema”, metralha. Em uma época em que Jair Bolsonaro está no poder, com retrocessos, é uma dica para análises comparativas da história. Fernando Safatle, economista desenvolvimentista, de linhagem progressista, sugere a entrevista de Vladimir Safatle, professor da Universidade de São Paulo, vermelho, a Fernando Haddad, disponível no Facebook e ainda no www.youtube.com Revolucionário do PSTU, o advogado Rubens Donizzeti indica os filmes ‘Cabra Marcado para Morrer’, ‘Cidadão Boilesen’, ‘Eles não usam Black-Tie’, ‘Jango’, ‘Pastor Cláudio’, ‘Pra Frente Brasil’, ‘Que Bom Te Ver Viva’, ‘Soldados do Araguaia’, ‘Batismo de Sangue’, ‘O dia que durou 21 anos’.

 

 

Filmes e documentários para aprender

Ivan Seixas, jornalista de São Paulo e que trabalha em Foz do Iguaçu, preso político aos 16 anos de idade, com o pai executado extrajudicialmente pela ditadura civil e militar, Joaquim de Alencar Seixas, sugere, para introspecção, ‘Vinhas da Ira’, de John Steinbeck. As lutas dos camponeses dos Estados Unidos no início do século 20. Assim como ‘Incidente em Antares’, realismo fantástico, de Érico Veríssimo, pontua o membro da Comissão da Verdade e Justiça.