Hoje, 8 de maio, comemora-se o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Nesta data, há 75 anos, a Alemanha assinava a rendição incondicional aos Aliados (URSS e EUA). Tinha fim a guerra que matou 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, poloneses e eslavos, 1,5 milhão de ciganos, 5 mil testemunhas de Jeová e um total de 50 milhões de pessoas em todo o mundo.

Antes do fim da guerra foram exterminados os principais atores da politica de ódio, discriminação racial e violência: No dia 28 de de abril de 1945, Benito Mussolini, o “Duce” e sua amante Clara Petacci foram fuzilado pelos guerrilheiros “partigiani” italianos. No dia 30, Adolf Hitler se suicida ao lado da esposa Eva Braun, num bunker em Berlim.

Mussolini foi apeado do poder pela soma das forças democráticas. Os partigiani, guerrilheiros comunistas, anarquistas e democrata-cristãos, se uniram ao esforço de guerra, preparando o terreno para invasão da Itália pelas forças dos Estados Unidos, Inglaterra, Brasil, Canadá e África do Sul.

Hitler viu Berlim ser invadida pelas tropas russas do General Vassili Júkov. Enterrado 12 metros no solo no bunker abaixo da Chancelaria do Reich, Hitler preferiu o suicídio. Meteu uma bala na cabeça juntamente com Eva Braun. Como último pedido, ordenou  que queimassem os seus corpos e enterram os restos mortais perto da saída do bunker. O ditador temia o mesmo fim de Mussolini: morto e exposto à população para o escárnio daqueles que ele perseguiu durante o regime nazista.

Fuzilado e pendurado de cabeça para baixo

Mussolini e Clara foram dependurados num posto de gasolina em Milão e linchados, cuspidos e urinados pelos italianos

Os fascistas que hoje no Brasil batem em enfermeiras e jornalistas, precisam saber como foi o fim do líder que inspirou o fascismo no mundo. Benito Mussolini tomou o poder em 1922, e foi admirado por outros extremistas de direita mundo afora, entre eles, o jovem líder do partido Nazista, Adolf Hitler.

O governo Mussolini foi um desastre social e econômico. A Itália foi  arrastada por ele para a Segunda Guerra como aliada a Alemanha Nazista, e o povo italiano pagou um preço alto em sangue e destruição.

Mas em 1945 a situação ficou insustentável.  Mussolini resolveu deixar a Itália. O país já estava praticamente todo tomado pela aliança travada entre EUA, França, Inglaterra, Canadá, Brasil, África do Sul e colônias norte-africanas e o povo italiano, decepcionado com a situação de derrota a qual o duce os levou, se revoltava contra o antigo líder. Disfarçado, Mussolini deixou Milão e partiu em um comboio de soldados alemães, ao lado da companheira Clara Petacci, em direção à fronteira com a Suíça.

Julgado sumariamente em praça pública, Mussolini foi fuzilado ao lado de Clara e dos homens que os escoltavam no dia seguinte, no vilarejo de Giulino di Mezzegra. Na madurada do dia 29, seus corpos foram levados até Milão, onde permaneceram expostos ao público, amontoados em uma pilha, em um posto de gasolina da praça de Loreto.

Uma multidão chutou, baleou, cuspiu e urinou nos corpos, que depois foram perdurados de cabeça para baixo em uma viga de metal. Pendurados, os corpos passaram por horas de humilhação e profanação, como resposta dada pela população italiana (do Norte, no caso) ao legado de perseguições, assassinatos, derrotas e caos econômico de Mussolini.

 

Fim da era de ódio

O Marechal de Campo Wilhelm Bodewin Johann Gustav Keitel assina a rendição aos soviéticos, ingleses e americanos

O dia 8 de maio marca o fim oficial do Terceiro Reich, proclamado por Hitler para durar mil anos.

A Batalha de Berlim terminou no dia 2 de maio. Nessa data, o General der Artillerie Helmuth Weidling, comandante da defesa aérea de

A rendição alemã

Berlim, entregou incondicionalmente a cidade ao general Vasily Chuikov do Exército Soviético.[9] No mesmo dia os comandantes dos dois exércitos do Grupo Armado Vistula ao norte de Berlim, (general Kurt von Tippelskirch, comandante do 21º Exército Alemão e o general Hasso von Manteuffel, comandante do 3º Grupo Panzer), renderam-se aos aliados ocidentais.Também acredita-se que em 2 de maio o substituto de Hitler Martin Bormann morreu, de acordo com Artur Axmann que testemunhou a morte de Bormann em Berlim próximo à estação ferroviária Lehrter Bahnhof após encontrar uma patrulha do Exército Vermelho.

Em 8 de maio de 1945, as armas finalmente silenciaram na Europa. A Segunda Guerra Mundial, desencadeada pela Alemanha nazista em 1939, havia terminado no continente – na Ásia, continuaria até agosto. Com a capitulação incondicional da Wehrmacht, as forças armadas de Adolf Hitler, o derramamento de sangue, que custara milhões de vidas, se encerrava.

Instrumento da Rendição Alemã marcou o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. O documento foi assinado em 7 de maio de 1945 por representantes do Oberkommando der Wehrmacht (OKW) e da Força Expedicionária Aliada em conjunto com o Alto Comando Soviético, representantes do governo francês assinaram como testemunhas.

Um novo documento foi assinado em 8 de maio pelos representantes das Forças Aéreas, do Exército e Marinha do OKW e pelas Forças Aliadas Expedicionárias em conjunto com o Alto Comando do Exército Vermelho, representantes franceses e americanos assinaram como testemunhas. Essa data ficou conhecida como Dia da Vitória na Europa, enquanto que para os soviéticos a data passou a ser celebrada no dia 9 de maio, uma vez que o documento foi assinado após a meia noite no horário de Moscou. Na Alemanha a data ficou conhecida como Dia da Capitulação (Tag der Kapitulation),[1] porém esse termo raramente é utilizado.

Existem versões do documento em alemão, inglês e russo, porém somente as duas últimas possuem efeito legal.

No Brasil, batem em enfermeiras, jornalistas e incentivam a infecção pelo Covid19

O nazifacismo infelizmente não acabou com o fim da Segunda Guerra Mundial. Como bem disse o teatrólogo Bertold Brecht, “a cadela do fascismo está sempre no cio”.  Impulsionados por um líder que não tem respeito à vida, à democracia e ao bem estar da população, os fascistas tupiniquins querem impor seu modo de vida à maioria da população. Promovem atos pela volta da ditadura, pedem o fechamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e são contra a liberdade de imprensa.

Seus rostos já são conhecidos e a população brasileira, que ainda não tem uma vacina para o Covid19, está começando a se vacinar do discurso de ódio que esta turba alucinada teima em vociferar pelas redes sociais.

A eles, deixo o discurso final do grande líder democrático Ulysses Guimarães na promulgação da Constituição Cidadã de 1988:

 

“Traidor da Constituição é traidor da pátria. Tenho ódio e nojo à ditadura”

“Senhoras e senhores constituintes.

Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São palavras constantes do discurso de posse como presidente da Assembléia Nadcional Constituinte.

Hoje. 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. (Aplausos). A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa.

Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25 por cento da população, cabe advertir a cidadania começa com o alfabeto. Chegamos, esperamos a Constituição como um vigia espera a aurora.

A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo.

A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.

Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito. Rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio e o cemitério.

Quando após tantos anos de lutas e sacrifícios promulgamos o Estatuto do Homem da Liberdade e da Democracia bradamos por imposição de sua honra.

Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. (Aplausos) Amaldiçoamos a tirania aonde quer que ela desgrace homens e nações. Principalmente na América Latina.

Foi a audácia inovadora, a arquitetura da Constituinte, recusando anteprojeto forâneo ou de elaboração interna.

O enorme esforço admissionado pelas 61 mil e 20 emendas, além de 122 emendas populares, algumas com mais de 1 milhão de assinaturas, que foram apresentadas, publicadas, distribuidas, relatadas e votadas no longo caminho das subcomissões até a redação final.

A participação foi também pela presença pois diariamente cerca de 10 mil postulantes franquearam livremente as 11 entradas do enorme complexo arquitetônico do Parlamento à procura dos gabinetes, comissões, galeria e salões.

Há, portanto, representativo e oxigenado sopro de gente, de rua, de praça, de favela, de fábrica, de trabalhadores, de cozinheiras, de menores carentes, de índios, de posseiros, de empresários, de estudantes, de aposentados, de servidores civis e militares, atestando a contemporaneidade e autenticidade social do texto que ora passa a vigorar.

Como caramujo guardará para sempre o bramido das ondas de sofrimento, esperança e reivindicações de onde proveio.

Nós os legisladores ampliamos os nossos deveres. Teremos de honrá-los. A Nação repudia a preguiça, a negligência e a inépcia.

Soma-se a nossa atividade ordinária bastante dilatada, a edição de 56 leis complementares e 314 leis ordinárias. Não esquecemos que na ausência da lei complementar os cidadãos poderão ter o provimento suplementar pelo mandado de injução.

Tem significado de diagnóstico a Constituição ter alargado o exercício da democracia. É o clarim da soberania popular e direta tocando no umbral da Constituição para ordenar o avanço no campo das necessidades sociais.

O povo passou a ter a iniciativa de leis. Mais do que isso, o povo é o superlegislador habilitado a rejeitar pelo referendo os projetos aprovados pelo Parlamento.

A vida pública brasileira será também fiscalizada pelos cidadãos. Do Presidente da Repúblcia ao prefeito, do senador ao vereador.

A moral é o cerne da pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune toma nas mão de demagogos que a pretexto de salvá-la a tiranizam.

Não roubar, não deixar roubar, por na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública. Não é a Constituição perfeita. Se fosse perfeita seria irreformável.

Ela própria com humildade e realismo admite ser emendada dentro de cindo anos.

Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora, será luz ainda que de lamparina na noite dos desgraçados.

É caminhando que se abrem os caminhos. Ela vai caminhar e abri-los. Será redentor o caminho que penetrar nos bolsões sujos, escuros e ignorados da miséria.

A sociedade sempre acaba vencendo, mesmo ante a inércia ou o antagonismo do Estado.

O Estado era Tordesilhas. Rebelada a sociedade empurrou as fronteiras do Brasil, criando uma das maiores geografias do mundo.

O Estado encarnado na metrópole resignara-se ante a invasão holandesa no Nordeste. A sociedade restaurou nossa integridade territorial com a insurreição nativa de Tabocas e Guararapes sob a liderança de André Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e João Fernandes Vieira que cunhou a frase da preeminência da sociedade sobre o Estado: Desobeder a El Rei para servir El Rei.

O Estado capitulou na entrega do Acre. A sociedade retomou com as foices, os machados e os punhos de Plácido de Castro e seus seringueiros.

O Estado prendeu e exilou. A sociedade, com Teotônio Vilella, pela anistia, libertou e repatriou.

A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram. (Aplausos acalorados)

Foi a sociedade mobilizada nos colossais comícios das Diretas Já que pela transição e pela mudança derrotou o Estado usurpador.

Termino com as palavras com que comecei esta fala.A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança.Que a promulgação seja o nosso grito.
Mudar para vencer. Muda Brasil.”

Com informações do DW, Sputinik, Agência Câmara, Wikipedia, DCM.