Greve geral paralisou transporte nas grandes cidades, fechou 98% das fábricas do ABC paulista, educação e vários serviços públicos e levou milhares às ruas nas principais cidades e nas capitais do país em protesto contra a redução de direitos trabalhistas, contra mudanças na aposentadoria e os cortes na educação.

Balanço divulgado pelas centrais sindicais envolvidas na greve geral desta sexta-feira aponta que o protesto atingiu o objetivo. Dirigentes da CTB, CGTB, UGT, Nova Central, Conlutas, Força Sindical, Intersindical e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), fizeram o balanço nacional mostrando que 45 milhões de trabalhadores não foram trabalhar no dia de hoje. Em todas as capitais, no Distrito Federal e em mais de 300 cidades brasileiras, trabalhadores e trabalhadoras protestaram contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) desde as primeiras horas da manhã do dia.

Na sua fala, na coletiva com jornalistas, o presidente da CUT, Vagner Freitas, a greve deste ano superou a de 2017, que paralisou 40 milhões de trabalhadores.

“A greve foi contra a reforma da previdência, porque o Brasil hoje precisa discutir é a retomada do crescimento, geração de emprego e o fim da retirada de direitos. Um país com juros altos, sem política de incentivo à produção não pode discutir reforma da previdência. Queremos que o governo apresenta uma proposta de política econômica. Não adianta o ministro Guedes falar em Reforma da Previdência, porque os trabalhadores querem emprego e não aceitam mais retirada de direitos”, enfatiza.

Balanço

No início da manhã, motoristas e cobradores de ônibus e trabalhadores dos metrôs de várias capitais cruzaram os braços. Em São Paulo, parte das linhas de ônibus, trens e várias estações do Metrô estão paradas, especialmente nas Zonas Norte e Leste da capital paulista.

Em capitais de estados como Ceará (Fortaleza) e Pernambuco (Recife) e no Distrito Federal (Brasília), ônibus e metrôs pararam. Em capitais como João Pessoa, Curitiba, Maceió, Rio de Janeiro e Salvador, protestos bloquearam vias da cidade e saídas dos ônibus das garagens.

No ABC paulista, 98% das fábricas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC estão fechadas, 65 mil trabalhadores cruzaram os braços contra o fim da aposentadoria e por mais empregos. No início da madrugada, o presidente da CUT, Vagner Freitas, e o Secretário-Geral, Sérgio Nobre, estiveram com os trabalhadores da Volks, em São Bernardo do Campo.

Em praticamente todo o país, as agências bancárias amanheceram fechadas. Em São Paulo, principal centro financeiro do país, os bancos não abriram. Trabalhadores e trabalhadoras da educação também aderiram massivamente à greve geral. Escolas públicas e particulares, universidades e institutos técnicos permaneceram fechados nesta sexta-feira.

Goiás

Em Goiás, motoristas e cobradores atrasaram o início da jornada em protesto contra a reforma de Bolsonaro. Trabalhadores e trabalhadores das unidades básicas de saúde (UBS)  também cruzaram os braços. Em Goiâniateve ato pelas ruas da cidade. Manifestação também foi registrada em Formosa, município que fica a 80 km da capital federal.