O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira 17/III, quarenta e cinco anos depois, seis pessoas por assassinarem e depois forjarem o suicídio do jornalista Vladimir Herzog, preso e torturado até a morte em outubro de 1975 no DOI-Codi, em São Paulo, principal centro de violações de direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985).

Segundo o UOL, foram denunciados pelo homicídio o comandante do DOI-Codi na época do crime, Audir Santos Maciel, e José Barros Paes, também processados por fraude processual. Altair Casadei foi denunciado por fraude processual. Os médicos legistas Harry Shibata, que foi chefe do IML em São Paulo, e Arildo de Toledo Viana foram denunciados por falsidade ideológica, por terem atestado falsamente que Herzog se suicidou.

Já Durval Ayrton de Moura Araújo, procurador militar do caso Herzog, foi denunciado por prevaricação, por não ter denunciado os envolvidos no caso.

Lembra o UOL: “a investigação do caso Herzog foi reaberta pelo MPF em agosto de 2018, após o Brasil ter sido condenado pela CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos) em março daquele ano. A CIDH destacou na sentença que o assassinato de Herzog configura um crime contra a humanidade e que a Lei da Anistia não pode ser aplicada como razão para o Estado deixar de investigá-lo”.

Edição: Conversa Afiada