Manifestação está programada para dia 28 de agosto de 2019, a próxima quarta-feira, às 16h, e prevê uma caminhada até o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos pós-64, na Avenida Assis Chateaubriant, em frente ao Bosque dos Buritis.

 

Renato Dias

Com uma concentração na porta da Catedral Metropolitana, um refúgio para os estudantes per­seguidos sob a ditadura civil e militar, em 1968, o ano que não terminou, como anota Zue­nir Ventura, e uma caminhada até o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos, obra cons­truída sob a gestão do prefeito Pedro Wilson Guimarães [2001-2004], Pedro Wilson foi presidente do Comitê pela Anistia entre 1976 a 1979.

O ato no Bosque dos Buritis, para relembrar os 40 anos da Lei de Anistia Política será realizado na próxima quar­ta-feira, 28 de agosto de 2019.

 

Pinheiro Salles

A Lei de Anistia é de 28 de agosto do ano de 1979. Sob a presi­dência do general João Baptista de Oliveira Figueiredo e a hegemonia da Arena, no Congresso Nacional. Os exilados voltaram ao País. Presos políticos deixaram as cadeias. Aos milhares. Entre os que tiveram os seus direitos políticos restituídos estão o hoje prefeito Iris Rezende Machado (MDB), cassado pelo regime dos quartéis em 1969 e  ex-governador Mauro Borges, deposto em 1964. Retornaram ao país o professor Athos Magno, que viria a ser um dos fundadores do PT em Goiás, tendo sido o primeiro candidato a governador pela legenda em 1982, eo ex-líder das Ligas Camponesas, Tarzan de Castro, que se elegeria deputado estadual em 1982.

A Anistia foi o fim de uma noite que teria durado 21 anos. De 1964 a 1985. O historiador Daniel Aarão Reis Filho discorda da versão. O pesquisador da UFF diz que a ditadura civil e militar é de 1964 a 1979 e que de 1979 a 1988 existe uma transição. De um Estado Autoritário para um Estado de Direito. Já Carlos Fico, professor de História, discorda da afirmação do biógrafo de Luiz Carlos Prestes.

Anistia ampla e irrestrita

Mauro Rubem: ex-deputado estadual e presidente da CUT-GO

O ato está programado para iniciar-se dia 28 de agosto, às 16h. Os coordenadores são o ex-deputado estadual do PT Mauro Rubem de Menezes, atual presidente da Central Única dos Trabalhadores. A CUT, seção de Goiás.

Ex-preso político que passou 9 longos anos nos porões da ditadura, Pinheiro Salles, que també é membro da Federação Nacional dos Jornalistas [Fenaj] participa da coordenação dos trabalhos.

Integrante do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Goiás [SindJor-GO], Laurenice Noleto, viúva do jornalista Vilmar Alves.

 

Erotides Borges

Mais: o doutor em Ciências Políticas da Universidade Federal de Goiás[UFG] Pedro Célio Alves Borges; o cantor e compositor de protesto, autor de ‘Araguaia Meu Brasil’ e ‘Todos Estão em Nós’, Itamar Correia Viana Filho, velho cancioneiro com livro trânsito no mercado artístico e cultural no Brasil e na América Latina.

membro do Partido dos Traba­lhadores [PT], pesquisador, ex-guerrilheiro urbano da  VAR-Palmares, e voluntário na luta da Revolução Sandinista na Nicarágua, Erotides Borges. Pedro Wilson Guimarães, sociólogo, advogado, ex-reitor da UCG, atual PUC [Goiás], ex-vereador, ex-deputado federal, ex-prefeito de Goiânia e ex-presidente do Comitê Goiano Pela Anistia, é um dos organizadores do protesto e entusiasta da manifestação.