O esquema para ganhar dinheiro com a venda de drogas e tratamentos ineficazes contra a covid está aos poucos sendo desvendado.

Do Viomundo

No topo da cadeia, o presidente Jair Bolsonaro, que promoveu publicamente a cloroquina e a hidroxicloroquina dezenas de vezes.

De acordo com o diário direitista carioca O Globo, Bolsonaro fez lobby especificamente pelos empresários Renato Spallicci e Carlos Sanchez, donos das empresas farmacêuticas Apsen e EMS.

O lobby foi feito numa ligação para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em abril de 2020.

Spallicci é abertamente bolsonarista. Nas redes sociais, anunciou seu voto e fez ataques ao PT.

O Globo reproduziu a fala de Bolsonaro na conversa com o primeiro-ministro da Índia (reprodução parcial abaixo).

Trecho reproduzido por O Globo

Um mês antes da ligação, em março, a farmacêutica Pfizer tinha feito o primeiro contato com o governo brasileiro, que só resultou na compra de vacinas quase um ano depois.

Para promover o pseudo tratamento, a Secretaria de Comunicação do governo torrou R$ 19.370.015,27 até outubro de 2020, mas apenas R$ 1,2 milhão para promover a vacinação, de acordo com documento oficial revelado pelo UOL.

 

Aliados do presidente Bolsonaro, como a oncologista Nise Yamaguchi, atuaram na ponta da dispensação da cloroquina e outras drogas ineficazes contra a covid, garantindo clientes para dezenas de médicos que se dispuseram a fazer as receitas.

No vídeo acima, a própria Nise deixa claro como ainda hoje funciona o esquema.

Para aumentar a saída das drogas do chamado “tratamento precoce”, o governo pretendia usar o aplicativo TrateCOV.

Lançado em Manaus, o aplicativo tinha como meta promover a prescrição da cloroquina e outros remédios por médicos do sistema público de Saúde.

No conjunto, o esquema patrocinado por Jair Bolsonaro rendeu milhões de reais em venda de fármacos e consultas médicas.

Um levantamento publicado em abril pela Agência Pública  registrou a venda de 52 milhões de comprimidos do kit covid desde o início da pandemia.



Farmacêuticas, drogarias e médicos lucraram e a população ficou com a falsa sensação de segurança que pode ter contribuído para disseminar ainda mais o vírus.

A clara opção do governo brasileiro por tratamentos ineficazes levou o país a atingir 479.515 mortos pela covid neste 10 de junho.

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