O Festival Internacional da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás (DIGO) chega a 6º edição em 2021. Cineastas do mundo todo enviaram um quantitativo recorde de filmes em relação às outras edições. Do total de 612 filmes a curadoria selecionou 41 filmes, que serão exibidos pelo site do festival (www.digofestival.com.br) do dia 3 ao dia 9 de junho. O evento tem o apoio da Lei Municipal de Incentivo a Cultura e o público terá acesso gratuito aos filmes. Os produtores inscritos vão concorrer ao troféu DIGO e a diversos prêmios e bolsas de estudos em cinema.

 

O DIGO segue pelo segundo ano consecutivo realizando o evento de forma remota devido à pandemia da COVID-19. Para essa edição o festival recebeu 612 filmes para avaliação, sendo São Paulo o estado com maior percentual de filmes inscritos com 19,3%, seguido do Rio de Janeiro com 9,6%. No âmbito internacional, a Espanha foi a campeã com 2,5% dos filmes inscritos, seguido por filmes dos EUA com 1,8%. Foram recebidos filmes da Finlândia, Istambul, Irã, Holanda, Bélgica, Israel, Áustria, Peru, Colômbia, México, Argentina, Chile, Estônia, Itália, Reino Unidos, Canadá e Cuba. Deste montante, 26,3% dos filmes enviados foram dirigidos por mulheres.

 

Mulher LGBTI+ no Cinema é o tema desta edição do DIGO. Portanto, sete filmes foram selecionados para serem exibidos nesta mostra especial. São eles: “Aonde vão os pés” direção de Débora Zanatta (PR); “Beatmakers” de Luciana Santos e Sabrina Emanuelly (SP); “Entre” de Ana Carolina Marinho e Luz Bárbara (SP); “Isolada” de Ana Domitila Rosa (GO); “Polifonia – mulheres na técnica” de Thais Robaina (SP); “Quem eles pensam que eu fui” de Débora Fiuza (RJ) e “Reconexões” de Carolina Timoteo (SE).

 

O festival terá ainda quatro mostras competitivas: Nacional, Internacional, de Longas Metragens e “A pandemia é política”. Essa última é uma novidade e a proposta é apresentar filmes que abordam questões sociais e políticas dos dias atuais. Por fim, será exibida ainda a mostra paralela “Open Reel” (não competitiva). Ela é composta por filmes premiados pela distribuidora The Open Reel.

Além da exibição no site do festival, a plataforma https://cinebrac.com.br/ exibirá uma mostra especial de filmes do DIGO em sua página gratuitamente, durante todo o mês de junho. Segundo o diretor do festival, Cristiano Sousa a parceria com o segmento internacional, possibilita ampliação e visibilidade ao cinema independente LGBTI+.

Filmes selecionados

Competitiva Nacional

  1. De vez em quando eu ardo, Carlos Segundo, RN, Ficção 15´
  2. E agora, Maria? Bruna Maria e Camila Gregório, BA, Ficção 25´
  3. Em caso de fogo pegue o elevador, Fernanda Reis, RS, Ficção 12´57
  4. Fotos Privadas, Marcelo Grabowsky, SP e RJ, Ficção 20′
  5. Homens invisíveis, Luis Carlos de Alencar, RJ, Doc 25´
  6. Inabitável, Matheus Farias e Enock Carvalho, PE, Ficção 20´
  7. Memória de quem (não fui), Thiago Kistenmacker, RJ, Ficção 15´
  8. O que pode um corpo, Victor Di Marco e Márcio Picoli, RS, Ficção 14´
  9. Queens Vs Zombies From Outer Space, Danilo Morales, SP, Ficção 21´
  10. Vagalumes, Léo Bittencourt, RJ, Experimental 19´

Competitiva Mulheres LGBTI+ 

  1. Aonde vão os pés, Débora Zanatta, PR, Ficção 14´
  2. Beatmakers, Luciana Santos e Sabrina Emanuelly, SP, Doc 22´
  3. Entre, Ana Carolina Marinho e Luz Bárbara, SP, Ficção 15´
  4. Isolada, Ana Domitila Rosa, GO, Ficção, 12´
  5. Polifonia – mulheres na técnica, Thais Robaina, SP, DOC, 24´
  6. Quem eles pensam que eu fui, Débora Fiuza, RJ, Ficção 14´18
  7. Reconexões, Carolina Timoteo, SE, Experimental, 4´

Competitiva A Pandemia é Política

  1. Café com Rebu, Danny Barbosa, PB, Ficção 13´
  2. Cura-me, Eduardo Varandas Araruna, PB, Ficção 16´42
  3. DOIS, Guilherme Jardim e Vinícius Fockiss, MG, Ficção 10´
  4. Eu, poesia para quem, Gleig de Souza, GO, Ficção 16´
  5. Fora de época, Drica Czech e Laís Catalano Aranha, SP, Ficção 13´
  6. LGBTerroristas, Rai Gandra, SP, Docudrama 16´

Competitiva Internacional

  1. Água, Santiago Zermeño, México, Ficção 14´
  2. Babtou Fragile, Hakim Mao, França, Ficção 20´
  3. Dois homens ao mar, Gabriel Motta, Brasil, Estônia, Ficção 17´
  4. Hugo: 18h30, James Maciver, França, Ficção 13´13
  5. It’s Just in My Head, Marius Gabriel Stancu, Itália, 2020, 17´
  6. Mourn O Nature, Nino Laisné e François Chaignaud, França, Ficção, 9´57
  7. Privilegiada, Alex de la Croix, Espanha, Ficção 10´22
  8. Pulsion, Vincent Menjou-Cortès, França, Ficção 8´

Competitiva de Longas Metragens

  1. Mães do Derick, Dê Kelm, PR, Documentário, 77´
  2. Limiar, Coraci Ruiz, SP, Documentário, 77´
  3. Vento Seco, Daniel Nolasco, GO Ficção 110´

Mostra Não Competitiva The Open Reel

  1. J’ador, Simone Bozzelli, Itália, 2020, 16′
  2. Mani, Ashkan Mehri, Irã, 2019, 15´ 
  3. Panthers, Èrika Sánchez, Espanha, 2020, 22′
  4. Paradise, Santiago Henao Vélez, Manuel Villa, Colômbia, 2020, 19´
  5. Pig for Pigs, Benjamin Bodi, Espanha, 2020, 11´
  6. Screenshots for a Goodbye, Ruth Caudeli Colômbia, 2020, 10′
  7. Ten Times Love, Manuel Billi, Benjamin Bodi, França, 2020, 15′

SERVIÇO:

DIGO – Festival Internacional da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás

Quando: 03/06 ao dia 09/06

Onde: www.digofestival.com.br

Gratuito!

Censura 18 anos