Depois de quebras no cronograma de vacinação, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), representando o Fórum Nacional de Governadores, onde coordena a temática de vacina, solicitou agenda com o ministro Pazuello para anunciar plano de isolamento e vacinação.

Coordenador do Fórum de Governadores, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT),anunciou que governates de 21 Estados, mais o Distrito Federal assinaram um “pacto nacional” com medidas restritivas e preventivas para barrar o pico da pandemia de Covid-19 registrado nas últimas semanas.

Apenas cinco governadores não assinaram o pacto: o governador do Acre, Gladson Cameli (PP); do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB); de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL); de Roraima, Antonio Denarium (PSL) e o de Tocantins, Mauro Carlesse (DEM).

Wellington Dias marcou reunião dos governadores na sede da Fiocruz, no Rio, às 10h, com presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello.

Segundo vídeo postado pelo governador, “precisamos garantir segurança, para que possamos vacinar todos com mais de 60 anos, grupo que responde por 70% das internações e dos óbitos”, disse o governador.

Em entrevista à GloboNews, Wellington Dias afirmou que a ideia é promover uma “experiência” de restrições nacionais até o próximo domingo (14), para que o país possa “barrar o coronavírus”.

“Não adianta o meu estado fazer e outro não fazer. Isso é o que chamei de ‘enxugar gelo’, ou seja, a transmissibilidade tem que ser cortada nacionalmente. É claro que o ideal é como fazem outros países, o poder central estar fazendo isso. Os Estados Unidos não faziam na época do Trump, mas estão fazendo agora com o Joe Biden”, citou Dias.

“O objetivo é chegar em abril vacinando 50 milhões, que é esse grupo de maior risco – mais de 60 anos, com comorbidades, indígenas, saúde, idosos em asilo etc –, porque ele responde por 70% das internações e 70% dos óbitos. Ora, se a gente vacina aqui, a gente reduz todo esse limite de colapso a que chegamos”, continuou.

No fim de fevereiro, o presidente do fórum já havia antecipado que os governadores pediriam ao governo Jair Bolsonaro que adotasse medidas restritivas em todo o país. Em entrevistas posteriores, Bolsonaro negou a possibilidade de definir lockdown ou ações que restrinjam a movimentação de pessoas.

O grupo, diz Wellington Dias, também deve pedir a laboratórios e organizações internacionais que o Brasil receba prioridade no envio de vacinas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) vem apontando a gravidade da situação no país.

“É importante a gente acelerar aqui com a Anvisa. A gente não pode ter uma operação de guerra, e a Anvisa com exigências que são próprias de um [período de] normalidade. A Sputnik tem vacina, pode oferecer. Tem a União Química, que produz no Brasil. É o Brasil com seus laboratórios, com cientistas brasileiros – Fiocruz, Butantan e União Química – que vai produzir a maior quantidade, especialmente nessa fase de maior disputa mundial”, afirmou Wellington Dias.

Governadores que assinaram o pacto:

  • Alagoas, Renan Filho (MDB);
  •  Amapá, Waldez Góes (PDT);
  • Amazonas, Wilson Lima (PSC);
  •  Bahia, Rui Costa (PT);
  • Ceará, Camilo Santana (PT);
  • Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB);
  • Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB);
  • Goiás, Ronaldo Caiado (DEM);
  • Maranhão, Flávio Dino (PCdoB);
  • Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM);
  • Minas Gerais, Romeu Zema (Novo);
  • Pará, Helder Barbalho (MDB);
  • Paraíba, João Azevedo (PSB);
  • Paraná, Ratinho Júnior (PSD);
  • Pernambuco, Paulo Câmara (PSB);
  • Piauí, Wellington Dias (PT);
  • Rio de Janeiro, Claudio Castro (PSC);
  • Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT);
  • Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB);
  • Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL)
  • São Paulo, João Doria (PSDB);
  • Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD).

Com informações do G1 e GloboNews