O ex-presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevista ao repórter Kennedy Alencar, no UOL, publicada na terça-feira (23), que se a eleição presidencial de 2018 fosse hoje votaria em Fernando Haddad (PT). Ex-presidente da Câmara disse que Lava Jato produziu Bolsonaro, que é um presidente anti-democrático.

Rodrigo Maia afirmou ter votado em Bolsonaro no segundo turno por causa da agenda econômica apresentada pelo então candidato, mas que, numa eventual repetição de segundo turno entre Haddad e Bolsonaro, faria diferente.

“Com certeza [votaria em Haddad], não tenho dúvida nenhuma, porque hoje, [mesmo] com todas as divergências econômicas minhas e do PT, eu sei que o governo do Haddad seria um governo democrático”, afirmou.

Além disso, Maia disse ainda que Bolsonaro foi um subproduto da Lava Jato. Ele disse que se fossem aprovadas no Congresso Nacional, as “Dez medidas contra a corrupção”, propostas pelo ex-juiz Sérgio Moro e pelo procurador Deltan Dallagnol, ambos estariam presos hoje.

“A Lava Jato foi o partido político construído que trabalhou para gerar uma criminalização do Supremo, do STJ [Superior Tribunal de Justiça] e do Congresso Nacional para que pudessem assumir o poder. Acho que o Bolsonaro foi subproduto deles”.

Ele ainda citou como “grandes nomes” para enfrentar Bolsonaro em 2022, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o apresentador Luciano Huck, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Ciro Gomes (PDT).

 

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