O médico francês Didier Raoult afirmou que “a necessidade de oxigenoterapia, transferência para UTI e óbito não diferiu significativamente entre os pacientes que receberam hidroxicloroquina com ou sem azitromicina”

O médico francês Didier Raoult, responsável pelo estudo sobre a utilização da cloroquina no tratamento à Covid-19, voltou atrás de sua conclusão, em artigo publicado no em artigo publicado no International Journal of Antimicrobial Agents.

Didier informou que reavaliou os dados, diante de seis pacientes que haviam “sumido” dos estudos, e ressaltou que a hidroxicloroquina não funcionou.

“A necessidade de oxigenoterapia, transferência para UTI e óbito não diferiu significativamente entre os pacientes que receberam hidroxicloroquina (HCQ) com ou sem azitromicina (AZ) e nos controles com tratamento padrão apenas”, afirmou.

A substância ainda é defendida pelo governo brasileiros, de Jair Bolsonaro, que estocou uma quantidade absurda do remédio e está buscando empurrá-lo para a população – mesmo que o usuário possa ter problemas cardíacos. Nesta semana, enquanto os hospitais de Manaus faziam apelo pela compra de cilindros de oxigênio líquido, o general Pazuello, ministro da Saúde insistia ainda no tratamento com a ineficaz cloroquina.