Uma semana após ter apresentado queda pela primeira vez desde abril, a taxa de transmissão do coronavírus no Brasil voltou a subir. De acordo com relatório do Imperial College, instituição britânica, o índice chegou a 1, o que significa que cada 100 infectados podem contaminar outras 100 pessoas. Embora o patamar não represente descontrole na propagação, ele é superior ao resultado de 0.98 que havia sido registrado anteriormente e indica estabilidade com tendência de crescimento.

Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, os registros de infectados no país chegaram a 3.669.995 nesta terça-feira (25). Em 24 horas, houve 47.134 confirmações de pacientes com a doença. O total oficial de mortes está em 116.580 e 1.271 óbitos foram informados desde segunda-feira (24).

O Brasil é o segundo país do mundo em números absolutos de infectados e casos fatais, atrás apenas dos Estados Unidos. As duas nações puxam para cima também os resultados do continente americano, considerado hoje o que enfrenta situação mais grave em ralação à propagação do vírus. Nesta terça-feira (25), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que a quantidade de óbitos dobrou nas Américas em menos de dois meses.

 

Atualmente a região tem cerca de 12,5 milhões de casos e 470 mil óbitos, mais da metade do total global. Entre as dez nações mais afetadas do planeta, seis estão nas Américas. Ainda de acordo com a OPAS, o continente tem um padrão preocupante: a maioria dos casos ocorre em pessoas com idades entre 20 e 59 anos. Isso indica que os mais jovens são os responsáveis pelo espalhamento da pandemia, apesar de mais de 70% das mortes atingirem idosos.

A diretora da Opas, Carissa F. Etienne, ressaltou mais uma vez a preocupação com abertura de economias frente a esse cenário. Segundo ela, medidas amplamente propagadas, como distanciamento social e proibição de eventos, são urgentes na região. A partir da afirmação, é possível interpretar que o continente não tem conseguido colocar em prática o que já se sabe de mais básico sobre o combate ao vírus.

“A meta é achatar a curva e baixá-la antes de reabrir as economias (…) É preciso diminuir, principalmente as mortes, antes de reabrir.”

G1: Goiás, Tocantins, Amapá, Bahia e Rio de Janeiro apresentam aumento de contágios pelo covid19

m relação a segunda (24), AP estava em estabilidade e, hoje, está com a média de mortes subindo. RN estava subindo e, hoje, está estável e MT e RO estavam caindo e, agora, estão estáveis. AC, PR e ES estavam estáveis e, hoje, estão em queda.

Segundo o G1 Goiás,  Estado chegou nesta quarta-feira (26) a 125.196 casos confirmados de coronavírus e 2.888 óbitos. Além disso, o estado tem 188.905 casos suspeitos e 114.939 pessoas recuperadas. Já foram descartados desde o início, 93.823 registros.

Nas últimas 24 horas, houve um aumento de 2.550 casos e 49 mortes pela doença. A taxa de letalidade no estado é de 2,31%.

Situação nos Estados:

  • Subindo: RJ, GO, AP, TO e BA.
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: RS, MG, SP, DF, MS, MT, PA, RO, PB e RN.
  • Em queda: PR, SC, ES, AC, AM, RR, AL, CE, MA, PE, PI e SE.

Com informações do Brasil de Fato e G1 Goiás