No seu facebook o presidente da AGI (Associação Goiana de Imprensa), chama atenção para o pré-julgamento feito pelo veículos de comunicação no caso da morte do garoto Danilo, morto por sufocamento. Reginaldo foi julgado pela mídia, mas é inocente. O caso lembra a “Escola de Base”,  de São Paulo.

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O JUSTIÇAMENTO DE REGINALDO

O episódio envolvendo o pedreiro Reginaldo Lima dos Santos leva-me a propor aos trabalhadores e veículos de comunicação um amplo debate sobre injustiças cometidas desde sempre. É necessário construímos novos critérios, a serem observados como um código de ética.

Reginaldo é o padrasto do garotinho Danilo, morto há poucos dias num lamaçal de bairro periférico de Goiânia.

Fotos de Reginaldo, preso pela polícia e, dois dias antes, em prantos, sendo amparado por amigos durante o sepultamento de Danilo, foram estampadas pelos jornais e ganharam as redes sociais.

48 horas depois da condenação unânime, uma nova versão, surgia logo no início do inquérito: Reginaldo não é o assassino.

E agora? Quem leu a primeira versão, e não teve acesso à segunda, continuará para sempre com sua condenação ao pedreiro. Condenação unânime, com sentença da polícia, divulgada pela mídia, as redes sociais e por todas e todos?
Isso é justo?

E se os meios de comunicação optarem por buscar as informações que alimentam o noticiário do crime junto ao Poder Judiciário, ao qual compete apurar e julgar?

Um juiz, até um Tribunal, pode também errar. A história registra o famoso ‘’Caso dos Irmãos Naves’’, ocorrido em Araguari-MG.

Mas é claro que, colhendo-se a notícia no Judiciário, a probabilidade de ser noticiado algo parecido com o que aconteceu com Reginaldo é muitíssimo menor.

Lanço esta semente como ideia. Espero estar semeando em solo fértil.

Com a palavra os colegas jornalistas, profissionais do rádio, televisão e das redes sociais, os veículos de comunicação, associações e os sindicatos patronais e de trabalhadores.